Você consegue imaginar a sensação de se olhar no espelho e ver refletida a imagem de um corpo que não corresponde com a forma como você se sente? Essa é a realidade de quem convive com a distorção de imagem corporal, que leva o indivíduo a perceber o formato, tamanho e limites do próprio corpo de maneira diferente do real.
Isso se torna um problema quando a preocupação com a distorção passa a ocupar boa parte da vida do indivíduo, causando sofrimento extremo e podendo conduzi-lo a comportamentos compensatórios e desencadear transtornos alimentares. Mas por que precisamos falar sobre este assunto?
Conforme dados da Organização Mundial da Saúde, a OMS, os transtornos alimentares atingem mais de 4% da população brasileira. Esse número pode chegar a 10% quando consideramos apenas os adolescentes!
Além disso, a pandemia do Covid-19 teve um impacto bastante importante nesta realidade: um estudo publicado no International Journal of Eating Disorders apontou um aumento de mais de 40% nas internações hospitalares relacionadas a transtornos alimentares desde o início da pandemia.
Números como estes refletem uma necessidade urgente: precisamos olhar para a distorção de imagem com seriedade e atenção.
Em contramão, existe uma certa escassez quanto aos profissionais capacitados a trabalharem com a distorção de imagem corporal. É por isso que defendo a importância de desmistificar a distorção de imagem e dediquei a minha carreira à criação de um método para tratar esta condição.
Nas páginas desse e-book, procurei mostrar de forma clara e objetiva como uma equipe multiprofissional especializada em transtornos alimentares pode trabalhar de maneira integrada para abarcar os aspectos multifatoriais envolvidos no distúrbio da imagem corporal, que é o foco central do transtorno alimentar.
Como um verdadeiro guia, este material mostra um método organizado que desenvolvi ao longo dos anos para tratar a distorção de imagem no seu aspecto perceptual e mostrar a importância da integração dos diferentes profissionais (fisioterapeuta, psicólogo/psiquiatra, nutricionista e educador físico) dentro deste protocolo para abarcar os demais aspectos deste distúrbio..